Aproveitar as Oportunidades

O ceticismo pode tornar-se atrofiador quando é impeditivo de analisar se isto ou aquilo é verdade, ou de afirmar a sua falsidade.

Os céticos, na maior parte das vezes, não são capazes de tomar opções. Como não são capazes de decidir por isto ou por aquilo, dizem que estamos na era do vazio. Não sabem bem o que dizer e por isso entendem que o que se observa não augura nada de bom. É como se não houvesse quaisquer vestígios de chuva, o céu estivesse azul e eles vissem tudo negro.

Os que não sabem se sim nem se não retiram energia e entusiasmo a si próprios e fazem concessões às dificuldades, sendo frequente dizerem “se tivesse pensado nisso antes” ou “se tiver a ideia amanhã”.

A pensar no que lá vai ou no que há de vir, as ideias bem sucedidas passam à roda. Parecem ter asas, a ocasião aparece rapidamente e desaparece ainda mais aceleradamente. Vai-se embora, e muito raramente volta. Verdade se diga que a boa ocasião de nada serve aos que a não conseguem apanhar!

Mas o problema é que os que a deixam fugir não se conformam e em vez de procurarem novas oportunidades ficam à espera das que já passaram. Têm esperança de que elas saiam de algum esconderijo, daí andarem no seu encalce e prepararem-lhe emboscadas. Sentem-se angustiados e não pensam noutra coisa.

Os que se dão conta das oportunidades quando já não as podem apanhar, e ficam esperançados em que elas apareçam até podem ser bons indivíduos, dizer que têm ambição, mas não passam de ingénuos.

É verdade que os tempos que correm estão cheios de incertezas, mas elas podem tornar o trabalho aliciante, quebrar a monotonia e proporcionar o aparecimento de novas oportunidades, porque ainda há muitas por descobrir. Porém é preciso que sejam agarradas no momento certo.

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